Braga, Portugal

De Bracara Augusta à cidade dos arcebispos

Braga nasce como Bracara Augusta, uma das grandes cidades romanas do noroeste peninsular. A sua história atravessa a romanização, o cristianismo antigo, o reino suevo e a formação de uma memória urbana que continua viva no património, nos documentos e nos objetos históricos.

Fundação e memória

Bracara Augusta

A cidade foi fundada no contexto da reorganização romana da Hispânia e recebeu o nome de Augusto, sinal da sua ligação ao poder imperial. Bracara tornou-se centro administrativo, religioso, comercial e viário, articulando populações, rotas e territórios do noroeste.

As vias romanas, a circulação de moeda, os marcos, a epigrafia e a arqueologia ajudam a compreender uma cidade que não era apenas local de passagem: era ponto de governação, comércio, culto e identidade regional.

Com o enfraquecimento da autoridade romana, Braga manteve importância. A cidade tornou-se uma das referências do reino suevo, povo germânico que se estabeleceu na antiga Gallaecia. A presença sueva reforçou o papel político e religioso de Braga e marcou a transição entre a Antiguidade Tardia e a Idade Média.

Romanização

Bracara Augusta representa a integração do noroeste peninsular na organização romana, com urbanismo, vias, moeda, administração e cultura material.

Suevos

Durante a Antiguidade Tardia, Braga foi referência essencial do reino suevo, mantendo centralidade religiosa e política na antiga Gallaecia.

BracaraNumis

O nome BracaraNumis nasce dessa herança: Bracara como memória histórica, Numis como estudo das moedas, documentos e objetos que contam essa continuidade.

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